Uma indiferença em Março

Agora que a Primavera já regressou de vez, as folias do Carnaval preenchem os álbuns de recordações e há um” leve torpor nestas primeiras tardes de Março”;sinto finalmente que caminhamos a passos largos para um rejuvenescimento moral que nos há-de curar as maleitas e os males do Inverno, pois dos outros estamos pior. E cada vez mais.
Procuro-já há algum tempo,algo que me empolgue e me convença do contrário, de que o País está melhor já ouvi isto algures e que ainda merece a pena por cá estar. Julgo que não ‘sou só eu que se encontrá nesta ‘angústia.

 

Sinto e sei que – felizmente não me’ posso “enquadrar”na lista dos portugueses (1 milhão,segundo as últimas estatísticas) que estão no limiar da pobreza o na pobreza mesmo. Seria um insulto (não aos pobres claro),mas no entanto e a julgar pelo caminho em que estas coisas continuam à ter (cortes e recortes) às vezes sinto que já’ estive mais longe. Continue reading

Politiquices…

Politiquices..

 

 Estou há já algum tempo, a tentar descortinar o que há-de ser ou o que farei  na minha crónica habitual. Confesso que às vezes falta-me assunto e embora eu não queira repetir  a eterna saudade,confesso que também os temas políticos estão num limbo que me custa desenterrar. Há dias assim e assuntos que muitas vezes continuo a fingir ignorar distraidamente,como as músicas novas do J.Bieber (nem sei quem é),a troika,o déficit ou mesmo as impressões de excesso do nosso Presidente. No entanto e sempre que as lamentações dos meus conterrâneos me incomodam,não posso deixar de me solidarizar também , incomodado perante tal resiliência. Mas quase sempre me exaspero e é então que surge o mote para umas pinceladas de escrita sobre um dos temas que detesto(porque já não tenho pachorra)nem dotes de tal- A POLÍTICA-.

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Vamos então ao que interessa. Confesso que nunca entendi nada de política. Tenho por ela um

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E A ESPERANÇA

Quase sempre é assim. Por esta altura,quando o gelo desce ao povoado e esta “morrinha”que cai e teima em gelar-me os ossos e congelar-me as ideias, eu fico sempre com a sensação que  “acariciar e espevitar o lume”a ferro e aço ,é a única coisa que agora me anima a alma e me aquece o espírito. Este mal estar momentâneo, não passará de um estado de alma que neste final de dezembro me costuma acompanhar e sobrecarregar. Então medito e penso(outra vez…)que mais um ano se passou e outro já se avizinha. É a luta inexorável e inevitável do tempo. E ele aí está.

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O “Bulliyng” do meu (nosso)tempo…

A escola é e será sempre o local onde desponta e despontará a personalidade da pessoa humana. É no convívio e na socialização entre crianças que os traços principais da  nossa “personalidade”hão-de emergir e tomar forma. Os medos,fobias, as taras e manias aparecerão ao mais pequeno sinal. Não tenho dúvida nenhuma que (independentemente da condição genética de cada um),o ser bom ou mau que existe em cada um de nós,não é fruto do acaso,mas de uma série de circunstâncias que começa no dia do nascimento até à hora da morte.

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A ORIGEM DO MAL

A ORIGEM DO MAL
Neste âmbito, vale a pena referir o projeto científico pioneiro Psicopatia e Emoções em Portugal (2010), criado pelo psicólogo Armindo Freitas-Magalhães com o objetivo de compreender os processos cerebrais envolvidos nas reações neuropsicofisiológicas da expressão facial da emoção, conhecer a razão pela qual o padrão de emocionalidade negativa é recorrente na psicopatia, se há diferenças de género e idade, e também procurar os motivos orgânicos e ambientais implicados, a fim de estabelecer um padrão que permita o tratamento e a profilaxia do crime.

Aproveitam a psicoterapia para aprender a manipular melhor os outros…


Para verificar e analisar o cérebro dos psicopatas e a relação correspondente à expressão facial, recorre-se à imagiologia de ressonância magnética funcional (fMRI), à psicometria neurofuncional e a plataformas informáticas que estimulam os sistemas cerebrais, particularmente o límbico, Segundo Freitas-MagaIhães, “o conhecimento do estado da psicopatia em Portugal é um preditor indispensável para o exercício do tratamento e da prevenção da violência”: “A comunidade científica comprova e defende que o processamento cerebral emocjonal do psicopata é diferente do da pessoa normal e, por isso, a consequente manifestação dos movimentos faciais também o é. A identificação, o reconhecimento e a frequência das emoções permitirão a constituição de uma base de dados que poderá estar ao serviço do sistema judicial.”

Por outro lado, muitos especialistas defendem que é possível vislumbrar a psicopatia desde uma idade muito precoce. Numa das suas obras mais conhecidas, Hare descreve o curioso caso de uma menina de cinco anos que os país surpreenderam a tentar atirar o gato pela sanita abaixo. “Agarrei-a mesmo antes de voltar a tentá-lo. Parecia bastante indiferente, talvez um pouco aborrecida por ter sido apanhada. Na realidade, nunca conseguimos aproximar-nos dela, mesmo quando era bebé. Tentava sempre fazer tudo à sua maneira. Se não conseguia o que queria com bons modos, tentava novamente com uma birra”, contava a mãe.
Nesse sentido, alguns psicólogos aconselham os pais a vigiarem o comportamento dos filhos e a repararem se eles mostram traços acentuados de egocentrismo persistente, se são coléricos, agressivos ou cruéis, se recorrem continuamente à mentira para conseguirem os seus objetivos, se não mostram arrependimento pelos maus atos e se procuram constantemente fugir das suas responsabilidades.

DEP
OS TRATAMENTOS: UM FRACASSO
A outra grande questão é que a psicopatia não desaparece, embora, a partir dos 40 anos, tal

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O RIO

     Um rio de água,pode ser visto de várias maneiras:ou é uma estrada que se percorre,para cima ou para baixo,ou é,quando humedece a terra,o meio melhor para a vida germinar das sementes. É também o obstáculo que separa por vezes Nações e regiões,e os sítios sobre os quais são lançados muitas vezes as pontes do entendimento .Um rio dá navegabilidade,dá fertilidade e é muitas vezes a linha do limite,ao mesmo tempo que é fronteira em apagamento. No primeiro caso,é porque um rio é muitas vezes navegado somente até antes das suas fronteiras. A partir daí,essas estradas que são rios,não podem ser transitados. E esta situação justificou muitas

 

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DEZEMBRO

    dezembro O  nome deste mês,deriva do facto de ter sido,no primitivo calendário de    Rómulo,o décimo mês do ano. Era neste mês que os antigos romanos celebravam as chamadas festas Satumais em honra de Saturno. Enquanto duravam estas festas,a ninguém era permitido trabalhar. Os tribunais e as escolas mantinham-se fechados,não se começava qualquer guerra e não se executavam criminosos nem se exercia ofício algum,excepto o de cozinhar. O mês de Dezembro era representado pela figura de um velho muito enroupado,encolhido com frio e com as mãos estendidas para um braseiro aceso.

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Os tempos mudam inevitavelmente

Agora que a passagem do Verão terminou e o tempo caminha a passos largos para a beleza Outonal das folhas dos castanheiros e dos liquidâmbares do meu eremitério da Maria Nova, faço os meus balancetes da “sealy season”e verifico com orgulho e preconceito que ela não poderia ter corrido melhor. Refiro-me referir-me-ei às efemérides que ocorreram cá pelo burgo.

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O ELOGIO DO FRIO

O ELOGIO DO FRIO.

 Às vezes,sinto que os tempos de hoje não acompanham amiúde os desígnios da Natureza. Os tempos passam como crónicas de província, feitas de coisas insignificantes e de singelas memórias das estações do ano e do ruído dos carros nos finais das tardes de domingo. Para se perceber esta monotonia desinteressante, é preciso compreender como a província e o campo estão abandonadosdepressivos e muito diferentes. Reparo nisso,quando regresso muitas vezes à minha terra, logo após o almoço e depois de conferir que o velho ribeiro da Quinta da Costa segue o mesmo curso de sempre. Naqueles pequenos montes da minha verde Beira, vejo despontar muitas vezes a primeira luz verdadeira da temporada..Antes,costumava vê-la nas mimosas que cresciam à beira da estrada de Aldeia ou nas ruínas do velho casarão da Casa da Adega dos Vaz Patto.

Reparo, nestas recordações,que o Continue reading

(Des)acordo Ortográfico

Decididamente não me dá jeito esta coisa de escrever de acordo com o acordo ortográfico que agora nos impingem. Tenho tentado, mas até às consoantes mudas, ainda vá que não vá, mas quando passa à acentuação, aos hífens e outras coisas assim…aí é que a porca torce o rabo. até dá para entrar num sintoma depressivo. Como alguém disse “Não me dá jeito…”. Lembro-me de garoto, de ver a saudosa Ti Matilde, minha saudosa mãe, ainda a escrever mãe como “mai”, e sem o til nasal que lhe servia de apêndice e isto “fascinava-me”, pois pensava eu que afinal os adultos também davam erros. Não era nada disso. Vim a saber depois que era assim que se escrevia ainda uns tempos depois da Grande Guerra e que a “pharmácia” também tinha resistido uns anos antes. Depois tudo se alterou e surgiram mudanças na nossa Língua. Até hoje! Mas agora digam-me lá: Continue reading