O mês das emoções…

Normalmente,o mês de Maio é o mês das rosas e das flores que invadem os nossos campos e as paisagens em redor da minha verde Beira. É por esta altura que a paisagem me comove e me deixa, várias vezes e por muitos dias, tocado assim como que por uma doçura de naturista em penitência. E por estas alturas também, faço os meus balancetes primaveris, assirn como que uma espécie de saldo fora de época, entre o fim da primavera e o começo do verão que está quase por aí.

mayOs dias por  enquanto, permanecem doces e quentes, as estevas e as maias floridas e as andorinhas e melros, continuam graciosamente a esvoaçar em direcção aos seus ninhos. Só a roseira que empareda o meu ermitério da Maria Nova se atrasou ligeiramente no despontar primaveril. Quanto ao resto,o Mundo continua a rodar e segue inexoravelmente no seu percurso rotineiro, preguiçoso e entrecortado de quando em vez com notícias que nos deixam pensativos ou em completa letargia que não sabemos questionar…

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NO FLORIR DE UMA REVOLUÇÃO

NO “FLORIR” DE UMA REVOLUÇÃO         

       A Revolução de Abril,apanhou-me ainda nos verdes anos da minha imberbe adolescência. Nessa manhã sebastiânica, fria e cinzenta q.b.,a notícia correu célere e espalhou-se aos bancos do liceu Brás Garcia de Mascarenhas (por onde eu andava…).Acho que uma das melhores coisas da vida,é que ela muda. E nesse dia ela mudou. Mudou a situação do quotidiano banal e trôpego dos dias de escola e mudou um País. A diligente prof.ªLucinda (à época minha jovem profª. de Inglês)”rejubilou”com a notícia que a TV continuava incessantemente a mostrar. Era nova e tinha estudado em Londres. Por isso…

     Lisboa era o centro do Mundo e a “velha”Oliveira serena e pacata como convinha.

   A manhã interrompeu-se e toda a gente abalou para casa. Ainda hoje não percebo o porquê (???).

   Parece que o regime seguidor do “velho ditador”(É pá rimou…) não estava feito à medida da populaça do País. Vim a saber que não.

  Lembro-me que o primeiro 1º de Maio desse ano,levou a Oliveira uma das maiores enchentes de sempre de populaça ávida das luzes da ribalta…

  

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Crise sem compaixão

A crise entrou no vocabulário e no dia a dia dos portugueses como lapa agarrada a rochedo de praia. Teima em persistir e a “azucrinar” a paciência de todos nós e dar mesmo depressão. Andamos nisto (se a memória não me falha), logo após o “crash” imobiliário nos Estados Unidos, ali pelos princípios deste século. Pensávamos todos que seria só “coisa de americanos”e que dada a imensidão do Oceano, demoraria a chegar. Foi tão rápido, que mal tivemos tempo de saborear os spas deliciosos dos hotéis que “conhecemos (???) pelo mundo fora, ou as praias paradisíacas para lá das Caraíbas e afins. Tudo à custa do empréstimo fácil e barato que os Ex.mos bancos, apoiados pelos governos deste rectângulo à beira mar, nos impingiram a “torto e a direito”. Foi a época do “é fartar vilanagem” o resto depois se vê…crise Continue reading

A SOLIDÃO OU O RAMERRAME DA ALDEIA…

Aproveitando a onda de calor destes dias, visto que o inverno também se cansou de verter lagrimas, subi ao povoado e, como o faço muitas vezes, resolvi cumprir a minha “via-sacra do costume”(é ironia evidenternente..) que consiste em calcorrear os caminhos e veredas que teimam em permanecer em mim, como das melhores coisas que a minha infância teve. Desta vez, comecei pelo adro da igreja, e descendo as escadarias do “Tio Zé linhas”, enfiei pelo caneiro que conduz à fonte do sandão. Uma fiada de casas, algumas já com a trave mestra no chão, parecem acompanhar-me no meu toc-toc pela calçada, onde somente o ruído das águas do ribeiro me faz companhia. Não vejo ninguém.. .Rente ao muro de pedra, o passeio curto e empedrado conduz-me ao ruído sonoro da bica da fonte. Continua com o caudal forte e com o mesmo ar apetecível de a sorver… Sou tentado a isso, mas um não sei quê de receio??? atrasa-me o gesto e só me limito a molhar a testa,? sentindo a fresquidão da mesma.

Os mesmos cheiros de antigamente, penetram em mim e a mesma melancolia que eu não queria sentir,volta a incomodar-me.. .A fonte está bonita, com a cara lavada (parabéns à Junta),como que a querer dizer-me que só faltam cântaros e bilhas, para levar a sua água para casa (estará potável?). A velha “japoneira”da D.Olívia, teima em mostrar os gomos das flores que quase se abrem agora, ao sabor dos primeiros e quentes raios de sol. Meto pelo caneiro, subo o muro e eis-me na fonte das Almas.

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Bebo um gole de água, miro o tanque que algumas vezes me serviu de piscina improvisada e sinto no ar o cochichar dos meus verdes anos de jovem adolescente, quando a fonte era um dos meus locais de primeiros namoricos e conversas de amor ainda precoce.

Chegado ao largo do cruzeíro, os sonoros gritos da criançada que jogava aos “cow-boys”nas ruas estreitas do “tio Zé Pestanado ‘Antero” ou mesmo pela rua abaixo da “D. Menelvina”(presenteava-me sempre com uma deliciosa broínha, pelas janeiras) até ao cruzamento da rua do ‘Ilídio” vêm-me à lembrança. Continue reading

Todos em Stress

Dado o contexto politico, económico, social e cultural em que Portugal se insere, stress é um vocábulo que se cita com frequência, tanto em conversas entre pessoas, como nos meios de comunicação social.

stressO termo provém do verbo latino stringere, que tem como significado apertar, comprimir, estringir.
A expressão existe na língua inglesa desde o século XIV sendo utilizada durante bastante tempo para exprimir uma pressão ou uma constrição de natureza física. Apenas no século XIX, o conceito se alargou para passar a designar também as pressões que incidem sobre um órgão corporal ou sobre a mente humana.
Segundo Vaz Serra (2002), Continue reading

AS MINHAS LUZINHAS DE NATAL

   natal

O tempo começa a ficar velho. E o Outono, que cobriu de brilho de oiro as folhas dos vinhedos  e  das árvores , é tomado agora pelo frio e pelas  “neblinas sebastiânicas e depressivas”  que envolvem os  socalcos e montes da minha terra. A fina camada de geada dos pinhais ao redor,levam-me a querer a tranquilidade e o calor do recato da minha lareira. No crepitar das cavacas e sob o calor das chamas em desalinho (adoro ver a lareira a arder…) lembro-me que estou quase no Natal.

E Natal é para mim Continue reading

Problemas do Sono

Falta de informação sobre os problemas do sono induzem diagnósticos incorretos de hiperatividade, depressão e défice de atenção em crianças e adolescentes…

Agitação durante o sono, ressonar e apneia obstrutiva são algumas das patologias  associadas aos problemas do sono.
O diretor do serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Leiria-Pombal, Bilhota Xavier, alertou recentemente para a falta de informação sobre os problemas do sono, o que leva, por vezes, a diagnósticos incorretos de hiperatividade e défice de atenção em crianças e adolescentes. Apesar de não existirem “números exatos” em Portugal, o especialista revelou à agência Lusa que,”de acordo com dados de outros países, mais de 25 por cento das crianças tiveram em alguma fase da sua vida problemas ou patologias do sono’. Continue reading

Crise sem compaixão

A crise já entrou no vocabulário e no dia a dia dos portugueses como lapa agarrada a  rochedo de praia. Teima em persistir e a “azucrinar” a paciência de todos nós.

Andamos nisto (se a memória não me falha), logo após o “crash”imobiliário nos Estados Unidos, ali pelos princípios deste século. Pensávamos todos que seria só “coisa de americanos”e que dada a imensidão do Oceano, demoraria a chegar. Foi tão rápido,que mal tivemos tempo de saborear os spas deliciosos dos hotéis que “conhecemos (???) pelo mundo fora, ou as praias paradisiacas para lá das Caraíbas e afins.

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A crise como experiência de sofrimento e depressão

Os europeus sentem-se, hoje, profundamente desconfortáveis e inseguros. Para os cidadãos gregos, por exemplo, a Europa significa cada vez mais privação pura e simples. Em 2011 os preços dos combustíveis quase duplicaram. Hoje repetem-se cenas de abate clandestino de árvores em florestas públicas e privadas.

As pessoas destroem o património Continue reading