O Corpo e a Mente na Meia-Idade

Expectativas e sonhos destruídos

A meia-idade pode apresentar novas realidades perturbadoras. Psicologicamente, é a altura para perder as ilusões e lidar com o desapontamento pelos desejos não realizados, especialmente as grandiosas expectativas da adolescência e do início da vida adulta.

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É a altura de actualizar e talvez reformular os objectivos de vida. É também tempo para chegar a um acordo consigo mesmo e aceitar as próprias limitações e as dos outros. A juntar a estas mudanças psicológicas, estão as mudanças flsiológicas que ocorrem à medida que a saúde fica, dantes tida como certa, se toma cada vez menos digna de confiança e a doença mais provável. «Nesta fase surge uma nova angústia (…) a angústia provocada pela perda das funções, pela decadência e pela morte.»Questões como a perda de forças, o desvanecer da beleza, os relógios biológicos, o envelhecimento e morte dos pais, a saída dos filhos de casa, as oportunidades perdidas, a renúncia às aspirações e, talvez mais importante que tudo, o fim da nossa negação de que a vida é finita e a morte inevitável constituem, com efeito, os desafios angustiantes da meia-idade.

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Se juntar a todas estas preocupações a perspectiva da reforma ou a solidão acrescida daqueles que nunca casaram ou estão divorciados ou viúvos, começará a ter uma ideia do impacte que este período tem no corpo e na mente de uma pessoa de meia-idade. Da mesma forma que este período da vida poderá ser desafiante, criativo, cheio de aventura e produtividade, pode também estar pleno de expectativas e sonhos destruidos. Talvez a mudança e o medo do desconhecido se tornem angustiantes e o sentimento de perda leve a uma tristeza profunda e à depressão. Este lado negativo da meia-idade, se se prolongar, pode desviar o indivíduo do caminho da maturidade e da satisfação.

 

 

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